Micheliny Verunschk
Logo falarei dela aqui e vocês vão ouvir muito por ai. Anotem.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Doces obsessões
Acho até que já escrevi sobre isso aqui: acredito nas obsessões como ponto de partida da produção artística. Os grandes artistas da minha vida (e ai entram escritores, claro, mas também pintores, cantores, cineastas, etc., etc.) eram ou são obcecados. Óbvio, as produções desses seres são contaminadas pela compulsão. E quando alcança a loucura, é o êxtase para mim como leitora.
Assim, li sorrindo "A vida secreta do senhor de Musashi", de Junichiro Tanizaki (Companhia das Letras). São dois livros em um, mas vou me deter aqui no que dá título ao livro: a fictícia história do herdeiro de um clã de samurais que é preparado desde a infância para ser herói. Ainda criança, ele entende o que é a guerra, e o que é o prazer de matar um inimigo. Mais: se encanta com a imagem das mulheres que limpam as cabeças decepadas dos inimigos de maior patentes. Entre o medo e o encanto por aqueles prêmios de guerra, o garoto desenvolve o curioso impulso erótico por cabeças decapitadas. Sensacional.
Resenhei para o UOL e indico a leitura.
Tanizaki (que morreu em 1965) justifica, neste livro, por que é considerado um dos grandes nomes da literatura japonesa.
http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/livros/resenhas/2009/11/01/ult5668u121.jhtm
Assim, li sorrindo "A vida secreta do senhor de Musashi", de Junichiro Tanizaki (Companhia das Letras). São dois livros em um, mas vou me deter aqui no que dá título ao livro: a fictícia história do herdeiro de um clã de samurais que é preparado desde a infância para ser herói. Ainda criança, ele entende o que é a guerra, e o que é o prazer de matar um inimigo. Mais: se encanta com a imagem das mulheres que limpam as cabeças decepadas dos inimigos de maior patentes. Entre o medo e o encanto por aqueles prêmios de guerra, o garoto desenvolve o curioso impulso erótico por cabeças decapitadas. Sensacional.
Resenhei para o UOL e indico a leitura.
Tanizaki (que morreu em 1965) justifica, neste livro, por que é considerado um dos grandes nomes da literatura japonesa.
http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/livros/resenhas/2009/11/01/ult5668u121.jhtm
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
imagem e concisão

Preciso admitir que vacilei uns dias sobre a continuidade deste blog. E isso me levou a perceber como tenho tido pouco tempo para a literatura. Tirando as resenhas do UOL, que continuo publicando religiosamente a cada 15 dias, só consigo ler sobre gastronomia e vinho – temas que amo e que pagam minhas contas, digamos assim.
É idéia de um estúdio de design inglês e simplesmente reúne dois pontos do comunicar que me encantam: imagem e concisão. Cada dia eles publicam um desenho bem primário, feito em caneta preta e com um fundo de cor forte (o que parece ainda infantil) e uma curiosidade escrita. Não precisa ser nada profundo, não. Em uma frase alguma verdade que pode até ser ingênua. Tão legal!
Tipo twitter. Eu adoro o exercício de concisão e o bom humor de boa parte dos textos tuitados (não, eu não vou explicar o que é twitter, lamento). Os perfis falsos ou de identidades secretas são os melhores!
Também preciso admitir que não tenho resenhado grandes coisas no UOL. Acho que atravessamos um momento delicado nas prateleiras – e olha que eu sou um ser que estuda lançamentos, caça novidade para saber o que resenhar. Enfim, das últimas coisas que li só uma me chamou realmente atenção e acho que merece ser indicado: “Estive em Lisboa e lembrei de você”, de Luiz Ruffato (Companhia das Letras).
O autor, que já foi meu chefe no JT (orgulho!), também exercita a concisão e alcança coisas ótimas. O que mais gosto neste livro é como Ruffato recria o sentido de ser estrangeiro, um tema que ele persegue faz tempo (preciso ler outras coisas dele!). “O que se lê divisa entre a ingenuidade e a mediocridade de uma gente apartada de tudo”, escrevo na resenha:
http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/livros/resenhas/2009/10/04/ult5668u120.jhtm
p.s.: resolvi não acabar o blog e voltar a ter tempo para a literatura, essa dos livros.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Tal pai, tal filha
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Um ano de Julia
No dia que você chegou, não chovia. Céu azul, sol, arrisco dizer que fazia calor.
Eu não sei o que sentia. Tinha medo, tinha saudade e tinha insegurança. Mas também tinha uma coceirinha no peito e uma vozinha doce repetindo que o melhor começava ali.
Era a energia se reciclando.
Saia uma, entrava outra.
Que bom chegava você. Ninguém mais. Você.
Ainda sinto a coceirinha e ainda escuto a vozinha repetindo que o melhor começa agora.
E todo dia.
Que bom chegava você. Ninguém mais. Você.
Ainda sinto a coceirinha e ainda escuto a vozinha repetindo que o melhor começa agora.
E todo dia.
Mais Humberto
Essa semana, no UOL, uma não-resenha.
Quem estiver em SP não pode perder o lançamento e "O pai dos burros", de Humebrto Werneck (que fase do meu amigo!) - hoje, às 18h30, na Cultura do Conjunto Nacional.
O livro/dicionário precisa ficar do lado do computador de quem escreve profissionalmente como eu, e também de quem não quer fazer feio quando escreve vez ou outra.
E faço minha as palavras do Humberto: vamos reciclar as frases feitas, quebrar as fórmulas e apresentá-las pelo avesso.
http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/livros/resenhas/2009/08/24/ult5668u116.jhtm
Quem estiver em SP não pode perder o lançamento e "O pai dos burros", de Humebrto Werneck (que fase do meu amigo!) - hoje, às 18h30, na Cultura do Conjunto Nacional.
O livro/dicionário precisa ficar do lado do computador de quem escreve profissionalmente como eu, e também de quem não quer fazer feio quando escreve vez ou outra.
E faço minha as palavras do Humberto: vamos reciclar as frases feitas, quebrar as fórmulas e apresentá-las pelo avesso.
http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/livros/resenhas/2009/08/24/ult5668u116.jhtm
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